A história de superação e gratidão de Marcio Guimarães, servidor do Previ-Rio que venceu a covid-19

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“Calma, não voltei para o hospital!”

Foi com esta frase que Marcio Cristiano Guimarães começou um texto nas redes sociais para tranquilizar amigos e relatar a experiência de ter sido internado com covid-19, em maio. A descoberta aconteceu em uma das fases mais críticas da pandemia no Rio de Janeiro, estado que, na ocasião, mais registrou óbitos em 24 horas e chegava a 2.438 mortos. Na época, muitas informações sobre o novo coronavírus ainda eram superficiais, o que deixava a população mais assustada e acuada.

Marcio, de 39 anos, tinha motivos em dobro para temer a contaminação, já que, é do grupo de risco, com obesidade e cardiopatia. Logo que surgiram sintomas como cansaço, dor no corpo e febre, o servidor procurou o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde, após exames, foi diagnosticado com a doença. Foram quatro dias de isolamento na unidade.

“Apesar da internação não ser algo agradável, ainda mais no período de pico da pandemia, o que impedia qualquer contato com amigos e familiares, sendo possível apenas com os colegas de enfermaria e equipe de saúde e limpeza do hospital, o atendimento foi excelente e com todo suporte e carinho. Foram maravilhosos! Enfermagem guerreira, sustenta o serviço de saúde com amor e dedicação. Apesar do desgaste e do cansaço, fui muito bem cuidado, assim como os outros cinco pacientes que dividiram a enfermaria comigo,” conta.

Marcio, atualmente, é diretor de administração e finanças do Instituto Previ-Rio, mas já atuou como coordenador de licitações na Secretaria Municipal de Saúde e, durante quatro anos, foi responsável pela compra de equipamentos e mobiliários hospitalares. O que o servidor não imaginava era que, um dia, ele estaria utilizando os mesmos.

“Trabalhei 17 anos na SMS e vi muito do meu trabalho refletido na ponta. Fiquei muito feliz e emocionado de ver equipamentos e mobiliários comprados na minha gestão em uso e, por ironia do destino, sendo utilizados por mim como cidadão. Destaco o equipamento de tomografia e as camas hospitalares”.

Os dias no leito 04, da enfermaria 314, foram intensos e inesquecíveis. Em uma publicação nas redes sociais, Marcio fez questão de valorizar o trabalho de cada profissional que estava na linha de frente do combate à pandemia e agradeceu o tratamento naquele momento tão difícil.

“Sempre tinha alguém vendo os sinais vitais, acompanhando a glicose, pressão, oxigenação, batimentos e temperatura. Parabéns à enfermagem que eu vi dando show! Nutrição, outro show! Todas as copeiras e equipe de apoio, de limpeza e maqueiros muito gentis. Os médicos, às vezes, não os vemos tão perto quanto a enfermagem, mas eles estão ali, em cada exame, cada medicação, cada mudança. É muita gente para poucos médicos, mas os que resistem são heróis”, afirma.

Cheio de gratidão, o flamenguista Marcio, seguiu para a quarentena em casa. Segundo o diretor, o isolamento da família foi o período mais complicado de enfrentamento à doença. O que ele mais temia era infectar a esposa e os filhos, entre eles, Eduarda, de apenas 10 meses. Mas o servidor seguiu cuidadosamente os protocolos de segurança e, com o privilégio de vê-los, ainda que à distância, já sentia algum alívio da tensão vivida naquele momento. Foi nesta fase que Marcio também percebeu o quanto é querido por amigos e colegas de trabalho.

“Muitas mensagens, ligações, videochamadas e apoio total. Foi possível sentir o carinho de todos”.

Marcio teve uma recuperação rápida e, antes de completar 15 dias de tratamento em casa, já estava sentindo-se bem, apesar da ausência de olfato e paladar. Felizmente, os familiares do servidor não foram contaminados com o novo coronavírus.

“É uma doença complicada, tem que ter cuidado, ter precaução, mas, se pegar, é se tratar e seguir as recomendações médicas. Hoje os protocolos médicos evoluíram muito, então, você tem que procurar o médico logo, assim que começarem os sintomas, porque aí o tratamento é rápido, é tranquilo”, reforça.

 

Da esquerda para direita: a nora Kamilly, o filho Michael, Marcio, a pequena Eduarda, a esposa Val Avelino e a sogra Maria.

O diretor de administração e finanças do Previ-Rio acredita que a vacina contra a covid-19 ainda vai demorar para ser testada e produzida com segurança, mas vê com otimismo a redução dos casos no Rio, apesar de muitas pessoas estarem relaxando com os cuidados.

“É importante ter atenção às recomendações da Vigilância Sanitária, de higiene, de prevenção e supervisão com as pessoas sintomáticas e proteção aos familiares no retorno ao lar. Com relação à pandemia, acredito que o pior período já passou, porém, não se deve esmorecer”, finaliza.

 

 

 

No vídeo a seguir, Marcio Guimarães conta como superou a covid-19 e deixa uma mensagem aos servidores.

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