No Dia das Mães, servidoras contam como é realizar o sonho da maternidade pela adoção

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O Dia das Mães é comemorado neste segundo domingo do mês de maio (08/05) e, para mulheres que têm filhos, é comum passarem a data relembrando histórias das crias. Podem ser sobre fatos da infância ou um susto ocorrido na adolescência, mas memórias não costumam faltar. Entre as servidoras da Prefeitura do Rio também é assim e, para ilustrar o dia a dia de profissionais do município em sua função materna, vamos contar como é a relação da assistente social Renata Costa Torres com Luana Mariana Torres Ormonde, de 12 anos, e da guarda municipal Marylin Silva com Daniel e Ana Clara da Silva Ferreira, de 20 e 13 anos, respectivamente. O que já dá para adiantar é que as duas têm algo em comum: optaram pela adoção e realizaram o sonho de ser mãe.

 

A assistente social Renata e a filha Luana – Alexandre Macieira / Prefeitura do Rio

 

“Ser mãe é isso, é cuidar, não precisa engravidar”

A pandemia alterou a rotina de todas as pessoas, isso é um fato. Mas na casa de Renata Costa Torres, de 42 anos, a quarentena imposta pela Covid-19 ocorreu de forma especial. O período de isolamento social começou poucos meses depois de a sua família crescer, com a chegada de Luana Mariana Torres Ormonde, na época com 9 anos. Trancados no apartamento, pais e filha passaram por um intensivão na convivência, que só fortaleceu a relação. Aos 12 anos, Luana terá hoje seu terceiro dia das mães ao lado de Renata e, se tudo deu certo, está sendo comemorado mais uma vez com direito a surpresa.

 

– No nosso primeiro dia das mães ela preparou um café da manhã com a ajuda do pai (o empresário Luiz Henrique Ormonde). Comemos na cama, vestidas de pijamas, e foi uma farra. Ela gosta dessas novidades – conta Renata, que sempre desejou ser mãe: – Eu queria filhos, mas estava demorando a acontecer, eu vendo a vida passar.

 

Em 2019, o casal deu entrada no processo de adoção e, em outubro daquele ano, conheceu Luana. A guarda provisória saiu em fevereiro de 2020, mês de aniversário da menina, que ganhou festa de aniversário com tema escolhido por ela: Cinderela.

 

– Ela aproveitou demais, corria, tudo era uma descoberta. Até hoje ela gosta de fantasia, livro de princesa. É um interesse dela, não tento infantilizá-la, até porque já está na pré-adolescência. Essa é uma maternidade diferente, não tivemos um bebê, recebemos uma filha que já tem uma história – explica Renata.

 

Renata e o marido Luiz Henrique no aniversário de Luana – Arquivo Pessoal

 

Ser mãe tem sido prazeroso, garante Renata. Até mesmo quando a casa ganha ares de Big Brother, como ela mesma diz, com cada um no seu canto para desestressar. Mas, na hora das refeições, a reunião é garantida:

 

– Às vezes dá vontade de se esconder, chorar. Aí converso com os amigos que também têm filhos e vejo que eles estão com os mesmos questionamentos.

 

Funcionária da Secretaria Municipal de Assistência Social, Renata conta que durante a pandemia um dos desafios domésticos foi administrar o ensino remoto. Luana tinha pouca familiaridade com equipamentos eletrônicos, mas aos poucos foi acompanhando as aulas. Curiosa, a menina que tinha dúvidas sobre dinossauros e a criação do universo obrigou a mãe a sair da zona de conforto para buscar respostas.

 

– Tive que ir para a internet pesquisar, buscar vídeos no Youtube e achar respostas. E ser mãe é isso, é cuidar, não precisa engravidar – afirma Renata.

 

Marylin, Ana Clara e Daniel – Arquivo Pessoal

 

“Meus filhos são dois presentes de Deus”

Marylin Silva não tem fotos dela na maternidade com os filhos Daniel e Ana Clara da Silva Ferreira. Do menino ela ainda tem imagens dele bebê, vivendo num abrigo. Registros importantes, que ajudaram a guarda municipal a contar a história de seu primogênito quando ele começou a fazer perguntas, aos 3 anos. Hoje, eles têm 20 e 13 anos, respectivamente, e são grandes companheiros da mãe, que é só orgulho da dupla. Ele, um jovem militar que toca violão e gosta de música, e a menina que segue seus passos no esporte e treina com foco para os Jogos Olímpicos.

 

– Meus filhos são dois presentes de Deus. Eu não podia engravidar, mas tinha o desejo de ser mãe. Em 2001 entrei com o primeiro processo de adoção, na época estava casada, e adotei o Daniel, de seis meses. Ele estava doente quando nos apresentaram, mas ali eu já sabia que seria meu filho. Aos 6 anos ele começou a pedir uma irmãzinha, entrei novamente no processo de adoção, aí a Clarinha chegou, com 19 dias.

 

Marylin, de 46 anos, está na Guarda há 23. Hoje atua na Ronda Maria da Penha, mas já foi da Ronda Escolar e, na época, gostava de ouvir a correria das crianças no pátio, na hora do recreio. O instinto materno foi fundamental durante o crescimento dos filhos, que aprenderam a chamá-la de mamãe do coração.

Hoje, Clarinha é sua parceira nas atividades físicas. As duas praticam pentatlo moderno, que reúne corrida, natação, tiro a laser, esgrima e hipismo. A mãe enumera com orgulho as conquistas da filha no tiro esportivo: primeiro lugar no ranking jovem C e primeiro lugar na modalidade olímpica. Ela está a sete pontos de participar de um mundial.

 

– O Dia das Mães alegra muito o meu coração. Às vezes a gente pensa que filho precisa sair da barriga, mas em todos esses anos eu vejo que são meus filhos do coração que me sustentam. É o amor deles que preenche a minha vida.

 

Marylin e Ana Clara praticam pentatlo – Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

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